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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Terrible Two - A adolescência do bebê




Estou passando por uma fase complicada com a Manuela. Ela que sempre foi super "boazinha" está fazendo birras, manhas e me desobedecendo muito.
A princípio achei que pudesse ser só pelo nascimento da irmã e ela estar com ciúmes mas acho que isso somado a famosa 1a adolescência está me deixando maluca.
Tudo que eu peço para ela fazer , ela não quer e se eu forço ela faz birra. Quando ela quer uma coisa e eu ainda não sei o que é porque ela não me falou, ela já começa a fazer a maior manha e chorar. Eu falo para ela que eu não sei o que ela está querendo e que ela precisa me falar antes de começar a chorar.
Quando ela vai fazer algo que não pode e eu a repreendo, ela simplesmente ignora o que eu estou dizendo e continua fazendo aquilo que mandei-a parar. Ai eu vou converso, coloco-a de castigo e parece que ela não está nem aí. Na minha época, eu obedecia meus pais com um simples olhar. O que acontece com as crianças de hoje que não obedecem e não tem medo dos pais???
Fui atrás para entender um pouco o que está acontecendo com ela para lidar melhor com a situação e encontrei um artigo interessante do bebe abril.



1. O que é a chamada “adolescência do bebê”?

A adolescência do bebê, primeira adolescência ou os “terrible twos” – terríveis dois anos, em inglês –, como citado na literatura, é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que outrora era tida como obediente e tranquila passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz não para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra.

2. Esse comportamento é comum em qual idade?

Normalmente, acontece a partir de 1 ano e meio até os 3 anos de idade.

3. Existe alguma causa?

A causa para esse período é simplesmente o próprio desenvolvimento natural da criança. A fase dos 2 anos de idade é um período de grandes mudanças para ela. Até então, o pequeno seguia os modelos e as decisões dos pais. Gradualmente, ele passa a se perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e isso gera uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si. Sem dúvida, isso acaba gerando uma grande resistência em seguir os pedidos dos pais. Não é exatamente uma ação consciente da criança, mas uma tentativa de atender a esse desejo interior, a essa descoberta de si como um ser independente dos pais. No entanto, ao mesmo tempo em que ela quer tomar suas decisões, ainda tem muitas dificuldades para fazê-lo, dado que ainda não tem maturidade suficiente. Ela discorda até dela mesma! Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela responderá: “Macarrão”. Mas, quando você chega com o prato de comida, ela diz: “Eu não quero isso!” Suponha que você está com pressa para ir a algum lugar. Seu filho está de ótimo humor até você dizer: “Preciso que você entre no carro agora”. Ele fará tudo, menos atender à sua solicitação. É uma fase difícil para os pais e também para as crianças. É uma experiência intensa emocionalmente e repleta de conflitos, pois, ao mesmo tempo em que a criança busca essa identidade, ela não quer desagradar seus pais – por mais que isso não pareça possível.

4. Existe alguma maneira de evitar que o bebê passe por isso?

Não há a necessidade de tentar evitar esse período e nem há como fazê-lo. O importante é conhecer e lidar de modo construtivo com essa fase dos pequenos.

5. Todas as crianças passam por isso?

Não é uma regra. Algumas crianças demonstram essas características mais intensamente do que outras.

6. Como agir quando a criança se joga no chão e grita em um lugar público, como o supermercado e o shopping?

Primeiramente, descarte palmadas, tapas, puxões de orelha ou qualquer outro comportamento agressivo para tentar conter uma birra. Antes de sair, converse com o seu filho e o contextualize sobre o passeio. Se for supermercado, por exemplo, diga como espera que ele aja, o que ele poderá pegar para si etc. Se forem a um restaurante, faça o mesmo, explique aonde vão, como espera que a criança se comporte e as consequências para o seu mau comportamento. Jamais ceda às manipulações, como choros, pedidos de ajuda e reclamação de possíveis desconfortos. Avise-o de que só vai conversar depois que ele se acalmar. Opte por disciplinar a criança após a birra, que é o momento em que ela está colocando para fora sua frustração e seu descontentamento. Após ela parar de fazer a birra, você se abaixa para conversar. É sempre muito importante que a criança compreenda o que fez e o porquê de sua ação. Evite dar broncas e repreender seu filho na frente de outras pessoas para que ele não se sinta constrangido e você também. Uma dica bacana para mudar o foco da birra é chamar a atenção da criança para outra situação. Mostre um objeto ou comece a falar de outro assunto. Ignorar a birra costuma dar ótimos resultados. Em lugares públicos, se a birra persistir e você estiver se sentindo constrangida, tire o seu filho do ambiente sem demonstrar irritação e sem conversar. Sua atitude mostrará desaprovação.

7. O que fazer quando o pequeno bate nas pessoas quando é contrariado?

Esse “bater” normalmente é a expressão do seu descontentamento, o que, no caso, não é aceitável. É importante ressaltar que as crianças, assim como nós, adultos, também ficam bravas, tristes, frustradas e chateadas – isso é natural do ser humano. Ao longo da vida, ela vai se deparar com diversas situações que despertarão esses sentimentos nelas e a infância é a melhor fase para aprender a lidar com esses sentimentos inevitáveis. Assim, se quiserem contribuir de modo positivo com o desenvolvimento emocional e psicológico dos pequenos, os pais devem parar de tentar poupá-los de situações frustrantes e passar a explicar esses sentimentos, apontando caminhos para que consigam lidar com eles. A criança não nasce sabendo a lidar com seus sentimentos, ela testa suas ações e vai construindo seus modos de agir.

Quando ela bate em alguém, imediatamente deve ser contida e, em seguida, os pais devem abaixar-se na altura da criança, olhar fixo em seus olhos e com voz firme conversar que entendem que o pequeno esteja bravo, mas que sua atitude é inaceitável. Explique que, se aquilo voltar a acontecer, haverá consequências negativas para ela, citando quais serão. Lembre-se de que essas consequências deverão ser algo possível de ser feito porque, se a criança repetir o comportamento desaprovado, você deverá cumprir o que falou.

8. E quando a criança bate com a cabeça na parede ou faz coisas para se machucar porque ouviu um “não”?

Em geral, as crianças recorrem a esse tipo de autoagressão como mais uma tentativa de conseguir a atenção dos adultos e, quase sempre, conseguem porque descobrem que esse comportamento provoca comoção nos pais. Por mais que possa preocupar, os pais devem manter a ideia de que “sem plateia não há show”. O ideal é conter a ação da criança sem dar atenção ou demonstrar comoção pela atitude. Você pode, por exemplo, colocar um travesseiro ou uma almofada embaixo da cabeça dele e sair de perto, ou tire o pequeno do local onde está sem conversar e coloque-o em um ambiente mais seguro. Sem conseguir chamar sua atenção com a autoagressão, a criança vai buscar outras possibilidades, como apagar e acender a luz, ligar e desligar equipamentos eletrônicos etc. Só fique atenta para a possibilidade de esse comportamento estar refletindo algum problema emocional, que, aí sim, merece a atenção dos pais.

Se a criança começar a apresentar comportamentos autodestrutivos, como se arranhar, bater em sua cabeça e puxar os cabelos, frequentemente em situações cotidianas, vale a pena consultar um especialista porque isso pode indicar uma tentativa da criança de evitar o contato com algo que esteja lhe causando angústia.

  

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

APLV - Alergia à Proteína do leite de vaca

Desde que nasceu a Sofia já era linda, porém chorona e incomodada. Às vezes, tinha muita dificuldade para mamar ou, após a mamada, ficava se contorcendo, reclamando… só queria colo. Era desesperante: era só colocá-la no peito para mamar, e ela já começava a berrar. Parecia que tinha algo errado com o meu leite. E tinha...

Primeiramente, achamos que era refluxo e começamos a tratar dessa forma. Ela ficou um pouco melhor, mas o incômodo e a choradeira continuaram, até que começaram a aparecer algumas bolinhas na pele (que nós achamos que eram por causa do calor), e a pele foi piorando muito, até que enviei uma foto para a pediatra, achando que havia algo muito errado. Na hora, ela já sacou e falou que poderia ser APLV - alergia à proteína do leite de vaca. Comecei a ler tudo sobre o assunto e a me informar para entender melhor o que era isso.


A APLV é uma reação alérgica às proteínas presentes no leite de vaca e em seus derivados. Normalmente, ocorre por causa de o intestino dos recém-nascidos ainda estar em formação; a ingestão dessas proteínas inflama todo o aparelho digestivo. Trata-se de um tipo de alergia que atinge em torno de 5% dos bebês e crianças com até 3 anos de idade.

Há muitos sintomas, como diarréia, cólica, prisão de ventre, irritabilidade, refluxo, vômito, erupções na pele, perda de peso, chiado nos pulmões, dificuldade para mamar, e até sangue nas fezes.

Existem exames que podem detectar essa alergia, mas é comum dar falso negativo em crianças de até 2 anos e por isso a maneira mais eficaz de  diagnóstico é por meio da observação dos sintomas após quatro semanas de dieta com restrição de leite e de seus derivados. No caso de bebês amamentados pela mãe, ela deve cortar ABSOLUTAMENTE tudo que tiver leite e derivados em sua composição.


Comecei a fazer a dieta e ela melhorou muito! Já faz um mês que não como ou bebo nada com leite e derivados, mas a alegria de vê-la bem, sorrindo e feliz, sem os incômodos e choramingos de antes, me ajudam a me manter nessa dieta maluca. Pois imaginem, estou sem comer nenhum chocolate, brigadeiro, sorvete (só picolé de fruta)… a maioria desses alimentos tem leite ou manteiga. Não é fácil, não! Mas é um sacrifício pela saúde da minha filha. Teve um lado bom, pois acabei emagrecendo quase 3 kgs em 1 mês!

Daqui a um tempo, vou fazer um teste e comer algo com leite ou derivados, para ver se dá reação nela, até os sintomas desaparecerem. Normalmente somem até 1 ano de idade.

Se ela ainda tiver essa alergia quando eu parar de amamentar, vamos ter que dar uma fórmula especial, que custa super caro, mas é possível conseguir algumas lata pelo Governo. Por enquanto, continuo com a minha dieta. Vamos ver se com essa restrição eu consigo amamenta-la por bastante tempo, ainda. Até os 6 meses com certeza! A Manuela mamou no peito até 1 ano e 2 meses.




quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Nascimento da Sofia

A Sofia nasceu de cesárea marcada com 39 semanas de gravidez.  Ver o rostinho do seu bebê pela 1a vez é com certeza um dos melhores momentos da vida. É muita emoção! Ela nasceu com 3.140 e 49 cm e super saudável.
A Manuela foi conhecê-la logo no 1o dia e adorou a irmãzinha, quis pegá-la no colo, abraçou, beijou, apertou e quando não queria mais ela no colo simplesmente empurrou-a pro lado no sofá ( Rs), quase derruba no chão, sorte que estávamos do lado.
Na chegada em casa, a Manuela ficou bem enciumada e quando eu estava com a Sofia no colo ou amamentando ela pedia para eu largá-la e queria vir no meu colo. Ela começou a fazer umas birras e entendemos que era ciúmes mas agora a Sofia está com 3 meses e a Manuela é apaixonada pela Sofia, adora a irmãzinha. Ela beija, faz carinho, conversa e canta para ela. É muito fofo ver as duas juntas e a Sofia já conhece a Manu e dá muitos sorrisos para ela.

Abaixo algumas fotos do nascimento da Sofia.